terça-feira, maio 11

Em busca do glamour perdido?

Não sei o que se passa com a noite em Lisboa, os assíduos de outrora têm sido substituídos por gente a quem só falta ter luzes de néon na testa a dizer "olhem para mim, olhem para mim". (Ta-na-nan: Um consultor de imagem ao corredor dos queijos...) Gosto de pessoas que enchem uma sala quando chegam, mas estes até ofuscam! Deve ser por isso que insistem em usar óculos escuros, tal é o brilho! Passarinhos novos, poucas horas de vôo...
Isto leva-nos, evidentemente, a procurar outras paragens (apesar do meu receio natural) nem que seja para descobrir onde é que se anda a esconder a boa-onda... O que eu pude constatar é que ela resolveu esconder-se muito bem!
Eu tentei, minha gente... Qual Indiana Jones do chic e novas tendências, procurei afincadamente entre decorações-sem-decoração, lotações mais que esgotadas, musiquinha "coca-cola", brasileiradas, espanholadas, africanadas e companhia limitada, cartões de consumo obrigatório (deviam era pagar-nos para lá ir e não o contrário!), malta que se faz às curvas sem ligar o pisca, wonderbras debaixo de decotes até ao umbigo, cópias rigorosíssimas de membros de alguma boysband extinta ou de algum cantor latino/piegas/dito romântico, leitoras da Ragazza, amigos do ferro, amigas do pneu, animadores de balcão, artistas do engate, papelotes, algodão-doce, palhaços, malabaristas, tigres, cavalos e anões. Welcome to the freak show!
Há que ter esperança, saber contornar a situação e, ao fim do segundo Martini (talvez terceiro), pode ser que encontremos... mais forasteiros lisboetas, companheiros das lides nocturnas! Tchin-tchin!